Individualismo, hedonismo, fragmentação, globalização e ciberespaço são palavras-chave para a compreensão dos tempos atuais e da própria geração de jovens e adolescentes que os representa.
O tempo presente é tempo em que as velhas identidades que estabilizavam o mundo social estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno. As novas identidades estão sendo deslocadas e fragmentadas.
Os pré-adolescentes e adolescentes cada vez mais vivenciam a juventude como o tempo presente, em que eles caminham em busca de sua identidade. Os novos desafios e descobertas os levam à valorização do convívio, fazendo com que a sociabilidade ocupe importante posição em sua vida, na busca de resposta para suas questões.
É nesse espaço entre iguais que eles podem criar símbolos de identificação e laços de solidariedade para realizar as descobertas sobre o mundo e sobre si mesmo, necessárias à elaboração de suas identidades.
Nessa interação social, o jovem indivíduo não deve se sentir ligado aos outros apenas pelo fato de existirem interesses comuns, mas também porque essa é a condição para que possa reconhecer o sentido do que faz e afirmar-se como sujeito de suas ações.
Segundo a professora Miriam Paúra Grinspun, no livro Educação Tecnológica – Desafios e Perspectivas (2002), a relação sujeito-objeto propicia a questão do conhecimento, não sendo uma questão que se dá no vazio e sim num processo em que aparecem três áreas específicas da comunicação: o mundo objetivo das coisas e dos objetos, o mundo social das normas e regras e o mundo subjetivo das vivências e emoções. As vivências e emoções do indivíduo convivendo com o conhecimento e os saberes.
Parte da interação social desse sujeito e de sua subjetividade ocorre num mundo virtual, o ciberespaço que para Pierre Lévy em O que é Virtual? (2005) é um espaço de comunicação aberto pela intercomunicação mundial dos computadores e das memórias dos computadores.
O desenvolvimento da comunicação assistida por computador e das redes digitais planetárias aparece como a realização de um projeto de constituição deliberada de novas formas de inteligência coletiva, mais flexíveis, mais democráticas, fundadas sobre a reciprocidade e o respeito das singularidades.Parte da interação social desse sujeito e de sua subjetividade ocorre num mundo virtual, o ciberespaço que para Pierre Lévy em O que é Virtual? (2005) é um espaço de comunicação aberto pela intercomunicação mundial dos computadores e das memórias dos computadores.
José Oiteral compreende que a identidade se organiza em seus aspectos sociais, temporais e espaciais e, assim, na cibercultura, a juventude constrói novas identificações, assim como desidentificações.

Caro George, parabenizo pela iniciativa e pela reflexão que inaugura o blog. Parafraseando Lévy: a humanidade, hoje, funciona nesse espaço cibernético. Só nos resta interagir, intervir, existir!
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